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segunda-feira, 22 de junho de 2009

PLANEJAMENTO URBANO - Escrito por Mário Yoshinaga, resumido por Ana M. C. Cunha

Eis a primeira figura que deveria ser apresentada nas nossas aulas de Planejamento Urbano e Territorial nas escolas de Arquitetura e Urbanismo do Brasil.

Deveríamos começar com o primeiro grande loteamento urbano, que foram as capitanias hereditárias, que "fatiou” o Brasil, do Oceano Atlântico em direção a Oeste, até o Meridiano do Tratado de Tordesilhas.

Além dos beneficiados pelo Monarca, nenhum cidadão tinha direitos de propriedade. Para não ficar com terras improdutivas, criaram-se as Sesmarias - inicialmente concessões de uso.

A cultura da capitania hereditária continuou. Assim, as propriedades foram passando de geração em geração, criando uma casta que sobrevive da venda de terras, enquanto muita gente que vive de agricultura não tem renda suficiente para adquirir suas terras. Apela-se para as invasões (sem-terras) manobradas politicamente. Esses, podem até receber indenizações pelas terras tomadas, mas podem também beneficiar-se de valorizações das outras terras vizinhas, uma vez que o governo acaba investindo em infra-estrutura para os recém empossados.

Os motivos que levaram tanta gente a abandonar os campos e transferir-se para o meio urbano (Êxodo Rural), têm também a responsabilidade dos donos de terra rural em manter o atrazo tecnológico em suas fazendas e a miserabilidade de uma condição de trabalho com resquícios da escravidão: a servidão, onde as pessoas trabalham para manterem-se vivas, porém endividadas e policiadas.

Até os anos setenta ainda existiam grandes empresas que atuavam na atividade de locação de imóveis, e elas construíam prédios com essa finalidade. A locação foi então um negócio lucrativo, e os investimentos privados em habitação conseguiam suprir a demanda da classe media. Os de menor renda contavam com a produção dos Institutos de Aposentadoria e Pensões, dos Industriários, Comerciários, etc. que construíam conjuntos residenciais. Extinguiram-se os Institutos e criou-se um único Instituto, o INPS que virou INSS. Acabaram-se as construções residenciais dos IAPs e fundou-se o BNH, Banco Nacional da Habitação. Gastou-se bilhões e o déficit habitacional permaneceu o mesmo.

O próprio BNH e Cohabs passaram a construir na periferia urbana, induzindo a expansão urbana e levando a infra-estrutura para esses conjuntos, valorizando propriedades particulares.

Os antigos empresários que atuavam na área de construir para alugar, passaram a utilizar o dinheiro da Caixa Econômica Federal, para construir prédios residenciais - agora para vender. Como não estavam mais construindo para seu patrimônio, a qualidade do projeto e da construção passou a ser apenas para atrair o comprador e atender, burlar ou contornar a lei.

Sem qualidade de projeto, os arquitetos nada mais tinham a oferecer a não ser a sua condição de legalizar os projetos, alugando o seu CREA e funcionando como corretor de aprovação de projetos na Prefeitura.

Os lotes clandestinos surgiram em resposta a legislação que obrigava os loteadores a implantar toda a rede de infra-estrutura, inviabilizando os lotes populares.

A cultura das Capitanias Hereditárias e das Sesmarias tomou de assalto o Poder Público, pois em muitas cidades, a Zona Urbana inclui verdadeiras áreas que ainda permanecem como Rurais, aguardando a oportunidade de promover um loteamento. A inadimplência de impostos de propriedades urbanas é em geral alta, assim como a prática de "perdões" de IPTU muito frequentes, numa verdadeira "ação entre amigos".


Maiores detalhes em: http://qualidadeurbana.blogspot.com/2007/10/planejamento-urbano-lio-1.html

segunda-feira, 15 de junho de 2009

PLANEJAMENTO URBANO 2 - Escrito por Mário Yoshinaga e resumido por Ana M. C. Cunha

Um aspecto importante do Planejamento Urbano, principalmente do Urbanismo é o conhecimento, mesmo que superficial, do comportamento das pessoas em ambiente público.

Lembrando o livro Dimensão Oculta, de Edward T. Hall, o comportamento tanto dos animais como dos homens diferem pela própria natureza e pela cultura. Enquanto os cisnes evitam se aproximarem, os leões marinhos se aglomeram, quase que se empilhando uns sobre os outros.

Enquanto os escandinavos procuram manter-se distantes uns dos outros (...), os latinos gostam da proximidade - são gregários. O (...) arquiteto finlandês, Kari Yarnefelt observou que indo à praia de Copacabana numa manhã, encontrou-a deserta e por isso agradável, pelos padrões escandinavos. A sua surpresa, foi que aos poucos outras pessoas chegaram à praia, e foram se instalando ao redor de sua familia, quando havia todo o restante da praia completamente disponivel.

(...). O arquiteto tem poderes de condicionar o uso do espaço. Pode-se dizer que tem esse poder de impor, e que incorre às vêzes em situações de desconforto quando decide que o espaço, a estrutura, os fechamentos e aberturas, além dos materiais, estão sendo utilizados como elementos escultóricos, colocando o usuário em plano secundário. Enfim, utiliza o seu projeto em benefício próprio - de auto promoção.

No espaço de uso publico ocorre exatamente o oposto. Não se obriga alguém a circular onde o caminho fica melhor como composição visual, nem a sentar num banco de jardim porque o arquiteto quer impor de terminados usos. Cada um circula como quizer, até sobre o gramado; senta onde quizer, até mesmo no chão, desprezando os bancos mal posicionados. E vandaliza os ambientes que não correspondem às suas necessidades de uso do espaço público.

O Brasil surgiu com donos (capitanias hereditárias), concessões de terras (sesmarias) e latifundiários (terras sem uso), e propriedades que passam de geração em geração com impostos pífios, deixando a maior parte da população rural sem condições de desenvolvimento futuro por exclusão de terra.

Assim, é interessante estudar esse comportamento do brasileiro em espaço público, onde considera que o território público é terra de ninguém, os recursos naturais são para serem depredados e explorados sem nenhuma preocupação de extinção, etc.

É também interessante saber como se formou essa cultura da depredação, que deve ter-se iniciado com as capitanias hereditárias e sesmarias (afinal, o que os sesmeiros produziam?).

Deixo algmas questões para serem respondidas.
* O espirito do latifundio persiste nas áreas urbanas?
* A reforma agrária não poderia ser simplesmente resolvidas pelos altos impostos de herança sobre imóveis, como ocorre no Japão, Estados Unidos e outros países, onde se taxa até 60% sobre o valor do imóvel?
* Por que o brasileiro não tem amor a propriedade, com a maioria dos imoveis sem acabamentos e sem manutenção?

Mário Yoshinaga

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Infraestrutura Urbana de Rio Branco Acre - Regional II - Aspectos ambientais e Saneamento

Os principais problemas ambientais encontrados na Regional II estão relacionados ao Rio Acre e ao Igarapé São Francisco.


Rio Branco Acre - Regional II - Alagação de 2009

Fonte: http://www.pmrb.ac.gov.br/


Nos períodos de chuvas intensas várias áreas de Bairros próximos ficam alagadas e por isso, são interditadas pela Defesa Pública - o que não impede que vários moradores insistam em continuar residindo nesses locais.

Outros problemas de visível impacto ambiental nessas áreas é a presença de lixo depositado nas ruas e nos rios, assim como as condições precárias de saneamento com esgoto a céu aberto.

Impacto ambiental lixo no Igarape Sao Francisco Rio Branco Acre Regional II
Rio Branco Acre - Regional II - Impacto ambiental do lixo no Igarapé São Francisco

Foto de Talita Oliveira,

Fonte: http://omergulhoacreano.blogspot.com/


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FAAO – Faculdade da Amazônia Ocidental, Curso de Arquitetura e Urbanismo.
ORIENTADORA: Profa.: Ana Cunha Araújo.
DISCIPLINAS: Planejamento Urbano e Regional e Infraestrutura Urbana.
SÉRIE: 3o Ano.
ALUNOS: Cleide Glowaski, Elanny Cristina e LLayla Araújo.

Pesquisa feita em março de 2009.


INTERAÇÃO URBANO-RURAL Rio Branco - Acre

Site de Pesquisa:
http://www.ac.gov.br/



sábado, 9 de maio de 2009

Infraestrutura Urbana de Rio Branco Acre - Regional II - Saneamento - Agua e Esgoto

Dentre as sete regionais da cidade de Rio Branco, a Regional II é a que apresenta a melhor condição geral de Infraestrutura, isso, se deve ao fato dela fazer parte da região central da cidade e também pertencer à área mais antiga.


Abastecimento de água

A Regional II recebe abastecimento de água em aproximadamente 90% de sua área. Somente os Bairros próximos ao Rio Acre e ao Igarapé São Francisco ainda tem problemas de abastecimento ou abastecimento precário.


Saneamento - Coleta de esgoto

Aproximadamente 80% da Regional II tem coleta de esgoto. Novamente os bairros próximos ao Rio Acre e ao Igarapé São Francisco, são os que apresentam maior carência de saneamento básico, sendo que muitos esgotos encontram-se danificados.


Rio Branco Acre - Regional II - Saneamento Coleta de EsgotoRio Branco Acre - Regional II - Saneamento


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Sites de Pesquisa:

http://www.ac.gov.br/

http://www.pmrb.ac.com.br/

  • FAAO – Faculdade da Amazônia Ocidental, Curso de Arquitetura e Urbanismo
  • ORIENTADORA: Profa.: Ana Cunha Araújo.
  • DISCIPLINAS: Planejamento Urbano e Regional e Infraestrutura Urbana.
  • SÉRIE: 3o Ano.
  • ALUNOS: Cleide Glowaski, Elanny Cristina e LLayla Araújo.

Pesquisa feita em março de 2009.

Infraestrutura Urbana de Rio Branco Acre - Regional II - Calçamento e Pavimentação

Calçamento e pavimentação

Através de uma observação empírica constatamos que 80% das vias da regional II são dotadas de pavimentação e 70% possuem pavimentação e calçamento. No Bairro Base, por exemplo, algumas ruas são pavimentadas, mas não possuem calçamento. Já na Baixada da Cadeia Velha e no Loteamento São José várias ruas ainda não contam com pavimentação e nem calçamento.


Rio Branco Acre Regional II Pavimentação de viasAcre, Rio Branco, Regional II - Pavimentação de vias


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INTERAÇÃO URBANO-RURAL Rio Branco - Acre


Sites de Pesquisa:

http://www.ac.gov.br/

http://www.pmrb.ac.com.br/

  • FAAO – Faculdade da Amazônia Ocidental, Curso de Arquitetura e Urbanismo
  • ORIENTADORA: Profa.: Ana Cunha Araújo.
  • DISCIPLINAS: Planejamento Urbano e Regional e Infraestrutura Urbana.
  • SÉRIE: 3o Ano.
  • ALUNOS: Cleide Glowaski, Elanny Cristina e LLayla Araújo.

Pesquisa feita em março de 2009.

Infraestrutura Urbana de Rio Branco Acre - Regional II - Esporte, Cultura e Lazer


Equipamentos de esporte, cultura e lazer

A Regional II possui a melhor infraestrutura de lazer e cultura da cidade - Teatro Plácido de Castro, Teatro Hélio de Mello, Biblioteca Pública, Biblioteca da Floresta, Memorial dos Autonomistas, Palácio Rio Branco, Museu da Borracha e Casa dos Índios.

Rio Branco Acre - Regional II Teatro Plácido de Castro
Rio Branco Acre - Regional II - Teatro Plácido de Castro




Rio Branco Acre - Regional II - Biblioteca PublicaRio Branco Acre - Regional II - Biblioteca Pública




Para o lazer esta regional dispõem de várias praças no Centro e também em alguns bairros.



Rio Branco Acre - Regional II - Parque da Maternidade


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Sites de Pesquisa:

http://www.ac.gov.br/
http://www.pmrb.ac.com.br/

  • FAAO – Faculdade da Amazônia Ocidental, Curso de Arquitetura e Urbanismo
  • ORIENTADORA: Profa.: Ana Cunha Araújo.
  • DISCIPLINAS: Planejamento Urbano e Regional e Infraestrutura Urbana.
  • SÉRIE: 3o Ano.
  • ALUNOS: Cleide Glowaski, Elanny Cristina e LLayla Araújo.

Pesquisa feita em março de 2009.

Infraestrutura Urbana de Rio Branco Acre - Regional II - Saúde e Educação

Saúde

A Regional II possui diversos equipamentos de saúde, principalmente nos Bairros Centro e Bosque.


Rio Branco Acre - Regional II Hospital da CriançaRio Branco Acre - Regional II - Hospital da Criança

Equipamentos de Saúde Pública:

  • Pronto Socorro
  • Postos de Saúde
  • Sistema de Atendimento Móvel Urgente - SAMU
  • Maternidade Bárbara Heliodora
  • Hospital da criança

Equipamento de saúde particular:

  • Pronto atendimento da UNIMED
  • Hospital e Maternidade Santa Juliana
  • Urgil
  • Pronto Clínica
  • Laboratórios

Educação

Esta regional possui escolas públicas em quase todos os bairros, além de escolas particulares, escolas de cursos de idiomas, escolas com cursos técnicos e faculdades.

Rio Branco Acre - Regional II Escola Estadual Barão do Rio BrancoRio Branco Acre - Regional II - Escola Estadual Barão do Rio Branco.


Escolas por Bairro:

  • Bosque - Centro de Ensino Especial Dom Bosco, Escola Francisco Augusto Bacurau, Escola Neutel Maia, Escola Max e Centro de Estudo dom Pedro II.
  • Conjunto Guiomar Santos - Escola Infantil Dom Giocondo Maria Grotti e Escola amuel Barreira.
  • Centro - Colégio Acreano, Colégio Estadual Barão do Rio Branco, Creche Sagrado Coração de Maria, Escola José Rodrigues Leite, Escola Menino Jesus e Colégio Brasileiro.
  • Cerâmica - Escola Dr. Mário de Oliveira.
  • Cadeia Velha - Escola Georgete Eluan Kalume .
  • Base - Escola Diego Feijó.
  • José Augusto - Escola Humberto Soares da Costa.
  • Vila Ivonete - Instituto de Educação Lourenço Filho e Escola Anice Dib.
  • Tropical - Escola Jorge Félix Lavocat e Centro Educacional Lato Sensu.
  • Dom Giocondo - Escola Madre Elisa Andreoli.
  • Aviário - Escola Mal. Humberto A. Castelo Branco e Escola de Ensino Fundamental ABC.
  • Morada do Sol - Escola Maria Lúcia Moura Marin.
  • Conjunto Solar - Escola Mozart Donizete e Colégio Rio Branco.

FAAO – Faculdade da Amazônia Ocidental, Curso de Arquitetura e Urbanismo
ORIENTADORA: Profa.: Ana Cunha Araújo.
DISCIPLINAS: Planejamento Urbano e Regional e Infraestrutura Urbana.
SÉRIE: 3o Ano.
ALUNOS: Cleide Glowaski, Elanny Cristina e LLayla Araújo.
Pesquisa feita em março de 2009.


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Infraestrutura Urbana de Rio Branco Acre - Regional II - Energia, Economia e Transportes


Energia elétrica e iluminação pública

Quase 100% da população Regional II é atendida com energia elétrica pela Companhia de Energia Elétrica do Acre – ELETROACRE e 90% com iluminação pública prevista no Orçamento da Prefeitura Municipal.


Economia e Áreas de Negócios

O centro comercial da Regional II é estratégico porque é também o centro comercial da cidade de Rio Branco. A regional II possui, portanto, uma ampla rede de negócios incluindo comércios e serviços. A área comercial dessa regional atinge diretamente os seguintes bairros: Centro, Bosque, José Augusto, Cadeia Velha e Aviário.
Supermercado Araújo do Aviário


Rio Branco Acre - Centro Comercial da Regional II
Rio Branco Acre - Regional II - Centro Comercial da Regional II





Transporte

Quase todos os bairros da regional II possuem linhas de ônibus, porém algumas ficam muito distantes de uma parte do bairro, o que prejudica, principalmente os estudantes que precisam pegar ônibus no período noturno.

Terminal Rodoviario Urbano de Rio Branco
Rio Branco Acre - Regional II - Terminal Rodoviário Urbano de Rio Branco





Malha viária

O esgotamento da malha viária é talvez um dos mais graves problemas de infraestrutura da Regional II. Atualmente acontecem congestionamento em vários locais dos Bairros Centro e Bosque nos horários de “picos”. Algumas medidas estão sendo providenciadas como o alargamento de algumas vias e mudança de sentido da via.


Rio Branco Acre - Regional II - Trânsito

Rio Branco Acre - Regional II - Trânsito
Fonte:www.skyscrapercity.com



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Sites de Pesquisa:


http://www.google.com.br/

http://www.wikipedia.com.br/

http://www.ac.gov.br/http://www.pmrb.ac.com.br/


  • FAAO – Faculdade da Amazônia Ocidental, Curso de Arquitetura e Urbanismo.
  • ORIENTADORA: Profa.: Ana Cunha Araújo.
  • DISCIPLINAS: Planejamento Urbano e Regional e Infraestrutura Urbana.
  • SÉRIE: 3o Ano.
  • ALUNOS: Cleide Glowaski, Elanny Cristina e LLayla Araújo.

Pesquisa feita em março de 2009.



Aguarde, em breve publicaremos mais sobre esse assunto!